quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Odoiá Iemanjá! Salve a mãe de todas as cabeças! Salve nossa Rainha!



Iemanjá (yemanjá), a Rainha do Mar, mãe de quase todos os orixás, é exaltada por negros e brancos. Iemanjá, possui vários nomes: sereia do mar, princesa do mar, rainha do mar, Inaé, Mucunã, Dandalunda, Janaína, Marabô, Princesa de Aiocá, Sereia, Maria, Dona Iemanjá; dependendo de cada região, mas sua origem vem da África. "A Iemanjá brasileira é resultado da miscigenação de elementos europeus, ameríndios e africanos".



"Afrodite brasileira", Iemanjá é a padroeira dos amores e muito solicitada em casos de desafetos, paixões conflituosas, desejos de vinganças, tudo pode ser conseguido caso ela consinta. Iemanjá exerce fascínio nos homens, sua beleza é o esteriótipo da beleza feminina: Longos cabelos negros, feições delicadas, corpo escultural e muito vaidosa.



Têm poderes sobre todos aqueles que entram em seu domínio, o mar. Venerada e respeitada por pescadores e todos aqueles que vivem no mar, pois a vida dessas pessoas estão em suas mãos, segunda a lenda é ela quem decide o destino das pessoas que adentram seu império: enseadas, golfos e baías. Dona de poderes, a tranquilidade do mar ou as tempestades estão sob o seu domínio


No sincretismo religioso, Iemanja tem identidade correspondente a outros santos, como na igreja católica é Nossa Senhora de Candeias, Nossa Senhora dos Navegantes, Nossa Senhora da Conceição, Nossa Senhora da Piedade e a Virgem Maria.



Em cada lugar do Brasil Iemanjá é festejada, mas as datas diferem de um lugar para outro. No Rio de Janeiro seu culto é festejado no dia 31 de Dezembro, junto a passagem de ano, ondes os devotos oferecem oferendas: Velas, espelhos, pentes, flores, sabonetes e perfumes... na esperança de que ela leve todas as tristezas, problemas e aflições para o fundo do mar e traga dias melhores. Na Bahia sua data é comemorada no dia de Nossa Senhora das Candeias, 2 de fevereiro. Venerada nos Candomblés da Bahia, recebe muitas homenagens e oferendas.


Iemanjá também é conhecida como deusa lunar, rege os ciclos da natureza que estão ligados a água e caracteriza a "Mudança", na qual toda mulher é submetida devido a influência dos ciclos da lua


Mãe de quase todos os órixas, é a deusa da compaixão, do perdão e do amor incondicional.



Casada com Oxalá, Iemanjá é o arquétipo da maternidade. Outras vezes Iemanjá continua bela, mas pode apresentar-se como a Iara, metade mulher, metade peixe, as sereias dos candomblés do caboclo.



Nota: Em Cuba, Yemayá também possui as cores azul e branca, é uma rainha do mar negra, assume o nome cristão de La Virgen de la Regla e faz parte da Santeria como santa padroeira dos portos de Havana.








Saudação à Iemanjá, a Rainha do Mar: Odô-fe-iaba! Odô-fe-iaba! Odô-fe-iaba!










sexta-feira, 30 de julho de 2010

Nanã Buruquê



Dia 26/07 comemoramos o dia da Orixá Nanã Buruquê e, é claro, não poderíamos deixar passar sem falar um pouquinho dessa Orixá tão importante na nossa Umbanda, não é mesmo? Então vamos lá!


Nanã Buruquê é o princípio, o meio e o fim; o nascimento, a vida e a morte. É a própria evolução do Ser. Deusa dos rios, lagos e pântanos; a Mãe das águas e das Iabás (Orixás femininos), pois é a mais velha das mães. É a senhora de muitos búzios, que simbolizam a morte por estarem vazios e a fecundidade porque lembram os órgãos genitais femininos. Nanã sintetiza em si a vida e a morte, a fecundidade e a riqueza. Seu nome designa pessoas idosas e respeitáveis e, para o povo Jeje da região do antigo Daomé, Nanã significa mãe, a grande Mãe da Sabedoria.

Nanã Buruquê é representada como a grande avó de energia amorosa e feminina, é a Ela que clamamos quando precisamos nos auto-perdoar e nos libertar do passado. Ela representa o colo que aconchega, acolhendo amorosamente nossas dores para nos ajudar a transformá-las com sabedoria. A Orixá Nanã Buruquê rege sobre a maturidade, portanto está sempre associada à maternidade (a vida).

Nanã está na Linha da Evolução, um raio essencial para o crescimento dos seres. A Irradiação Divina da Evolução tem em seu polo magnético positivo e masculino o Orixá Obaluaiyê e no polo magnético negativo, feminino e absorvedor está a Orixá Nanã Buruquê. Sendo assim é Ela quem cuida da passagem no estágio evolutivo do ser, adormecendo os espíritos e decantando as suas lembranças com o passado, deixando-os, assim, prontos para reencarnarem. Obaluaiyê então, é quem estabelece o cordão energético que une o espírito ao corpo (feto), que será recebido no útero materno, assim que ele alcançar o desenvolvimento celular básico (órgãos físicos). Portanto, o campo preferencial de atuação de Nanã é o racional, decantando o emocional dos seres e preparando-os para uma nova “vida”. É Ela quem faz esquecer, é Ela quem deixa morrer para renascer.

O seu elemento é a lama do fundo dos rios. Ela é a deusa dos pântanos, da transcendência e da morte, que está associada à terra pois para onde somos levados quando morremos. Nanã é considerada a mais velha dos Orixás das águas, age com rigor em suas decisões, oferece segurança, mas não aceita traição. É uma figura muito controversa no panteão africano: ora perigosa e vingativa, ora desprovida dos seus maiores poderes, relegada a um segundo plano amargo e sofrido.

Os filhos de Nanã são calmos e benevolentes, agindo sempre com dignidade e gentileza. São pessoas lentas no exercício de seus afazeres, julgando haver tempo para tudo, como se o dia fosse durar uma eternidade. Muito afeiçoadas às crianças, educam-nas com ternura e excesso de mansidão, possuindo tendência a se comportar com a indulgência das avós. São pessoas bondosas, decididas, simpáticas, mas principalmente respeitáveis. Podem apresentar tendência a viver no passado e de recordações. As pessoas de Nanã podem ser teimosas e rabugentas, daquelas que guardam por longo tempo um rancor ou adiam uma decisão. Porém agem com segurança e majestade. Suas reações bem equilibradas e a pertinência das suas decisões mantêm-nas sempre no caminho da sabedoria e da justiça. Embora se atribua a Nanã um caráter implacável, os seus filhos têm grande capacidade de perdoar, principalmente às pessoas que amam.

É festejada no dia 26 de julho

Sua Saudação – Saluba Nanã (dona do pote da Terra)

Sincretismo – Nossa Senhora Sant’ana

Principais Ervas – assapeixe, alfavaca, erva-cidreira, folha de limão, lágrimas de Nossa Senhora (folhas), vitória-régia.

Suas Flores – crisântemo branco ou roxo, rosa e palma branca

Cor – violeta ou lilás (sabedoria)

Símbolo – vassoura de palha ou Ibiri (cetro de palha da costa, com talos de dendezeiro e búzios) que ela traz na mão para afastar a morte.

Guia de contas – Cristal lilás ou pedra ametista

Pedra – Ametista

Domínio – Lama e pântanos

Elemento – Água da chuva e terra (lama)

Para Oferendá – la – Velas brancas, roxas e rosas; flores brancas e lilases; champanhe rosé; calda de ameixa ou de figo; melancia, uva, figo, ameixa e melão; mingau de sagu; milho branco e arroz tudo depositado à beira de um lago ou mangue, com muito respeito e amor.

Oferendamos Nanã para solicitar que Ela decante nossos sentimentos e lembranças negativas, que nos ajude a esquecer as mágoas, o rancor, a dor, etc. A Ela pedimos maturidade e mobilidade para viver em harmonia e com sabedoria.


Muito Axé a todos

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Aniversário da Fraternidade Umbandista Aldeia Caboclo Pena Branca

A Fraternidade Umbandista Aldeia Caboclo Pena Branca, convida em nome de seu Dirigente Alex D'Oxalá,
para o Evento Religioso em comemoração ao seu 1 ano de existência.

Data: 26/07/2010
Local: Rua Paula e Silva nº 15 - São Cristovão
Horário: 19:30hs
Ser Umbandista.



Não é dirigir-se ao templo apenas por imposição do medo.


Não é aproveitar da religião para buscar luxo e vaidade.


Não é mostrar-se interesseiro indo a templos à procura de vantagens imateriais.


Não é beneficiar-se da mediunidade, recebendo presentes caríssimos.


Não é levar vida cômoda a sombra dos ensinamentos dos guias e protetores.


Não é pretender consolar o irmão aflito e desesperar-se com seus próprios problemas.


Não é ser gentil com os ricos e grosseiros com os pobres.


Não é invejar o colega, buscando prejudicá-lo apenas por inveja e através de intrigas.


Não é perturbar-se com a ingratidão do irmão mal agradecido.


Não é buscar fama para satisfazer o orgulho.


Não é aparecer em publico, ostentando jóias que seus protetores ganharam na intenção de ajudar o próximo, pois custou o suor alheio.


Não é se envaidecer com suas entidades dizendo aos outros que tem um guia mais bonito ou poderoso, todos são iguais perante o criador.


Não é cobrar por ajuda, pois o dom da mediunidade foi nos dado de graça.






Ser Umbandista.


É saber amar, perdoar, esquecendo a ofensa do irmão que o magoou.


É transformar a própria dor em sentimento de alegria.


É procurar adquirir cultura, instruindo-se para poder instruir.


É possuir mente e coração brilhantes para iluminarem caminhos obscuros e pedregosos.


É estar indiferente a elogios e imune a criticas de pessoas incompreencivas.


É agradecer aos guias e protetores que o escolheram para servi-lhes de interprete.


E entoar hinos de louvor ao Pai que lá alto também socorre.


É construir-se em tabua de salvação a irmãos naufragados no mar do desespero.


E carregar a bandeira da fé, amor, paz, humildade, caridade, respeito com entusiasmo e dedicação.


E dar exemplos de moral e virtudes para que outros o sigam.


E esquecer-se de si mesmo, auxiliando aflitos e sofredores.


E sentir os problemas do próximo, como se fossem seus também engolindo o egocentrismo e prepotência.


E seguir ao Mestre Jesus, levando paciente a própria cruz ate o calvário.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Pretos Velhos na Umbanda


No dia 13 de Maio se comemora o dia do Preto Velho.
Pai Antônio foi o primeiro preto-velho a se manifestar na religião da Umbanda no médium Zélio Fernandino de Moraes, onde se estabeleceu a Tenda Nossa Senhora da Piedade.
O Preto-Velho está ligada à cultura religiosa Afro Brasileiroa de forma geral e à Umbanda de forma específica, pois dentro da Religião Umbandista este termo identifica um dos elementos formadores de sua liturgia, representa uma linha de trabalho, uma falange de espíritos, todo um grupo de mentores espirituais que se apresentam como negros anciões, ex-escravos, conhecedores dos Orixás Africanos.
São trabalhadores da espiritualidade, com características próprias e coletivas, que valorizam o grupo em detrimento do ego pessoal.
Por isso no dia da libertação dos escravos comemoramos e homenageamos esses espíritos trabalhadores do astral que sempre tem uma palavra amiga e consoladora para nos dar.
Adorei as Almas!!

quarta-feira, 7 de abril de 2010

quarta-feira, 31 de março de 2010

Abril Mês de Ogum Patakori Ogum Ogunhê




Em abril, mais precisamente dia 23, é comemorado o Orixá Ogum sincretizado como São Jorge.
Ogum é o Orixá do ferro, senhor dos metais, guerreiro e caçador...
Nossa omenagem a esse grande Orixá

Patakori Ogum!!!!!

Ogunhê!!!!!!




Oração a São Jorge


Deus adiante paz e guia
Encomendo-me a Deus e a Virgem Maria, minha mãe...
Os doze apostolos, meus irmãos
Andarei neste dia nesta noite
Com meu corpo cercado, vigiado e protegido
Pelas armas de São Jorge
São Jorge sentou praça na cavalaria
Eu estou feliz porque eu também sou da sua companhia
Eu estou vestido com as roupas e as armas de Jorge
Para que meus inimigos tendo pés não me alcancem
Tendo mãos não me pegem não me toquem
Tendo olhos não me enxergem
E nem em pensamento eles possam ter para me fazer mal
Armas de fogo meu corpo não alcançará
Facas e lanças se quebrem sem o meu corpo tocar
Cordas e correntes se quebrem sem o meu corpo amarrar
Pois eu estou vestido com as roupas e as armas de Jorge
Jorge é da Capadócia


Salve Jorge!