segunda-feira, 11 de abril de 2011

Patakori OGUM! Salve Ogum 23/04!


Ogum governa o ferro, a metalurgia, a guerra. É o dono dos caminhos, da tecnologia e das oportunidades de realização pessoal.


Cores: Vermelho na Umbanda

Bebida: Cerveja Branca

Comida: Inhame Acará assado na Brasa, espetado com palitos de Dendezeiro.

Ervas: Espada de São Jorge

SÍMBOLOS: Espada, Escudo, Bigorna, Faca, Pá, Enxada e outras ferramentas

ELEMENTOS: Terra (florestas e estradas) e Fogo

DOMÍNIOS: Guerra, Progresso, Conquista e Metalurgia

SAUDAÇÃO: Ògún ieé!!Patakori Ogum!



Falangeiros de Ogum:

Ogum Beira Mar

Ogum de Nagô

Ogum Sete Ondas

Ogum Megê

Ogum Matinata

Ogum de Malê

Ogum Iara

Ogum Rompe Mato

Ogum é um orixá cultuado nas religiões de Umbanda e Candomblé, correspondendo a São Jorge, na Igreja Católica no sincretismo religioso. Seu dia é o 23 de abril.Ser Umbandista

É ter o privilégio de sentir OGUM

com toda sua força e determinação;

É ter o privilégio de ouvir OGUM e

aprender com sua estratégia e coragem;

Ser Umbandista

É ter o privilégio de segurar a espada,

o escudo e a lança de OGUM

com toda sua convicção e proteção;

É ter o privilégio de girar em OGUM com sua reverência e valentia;

Ser Umbandista

É ter coragem e proteção;

É ter convicção e determinação;

É ter a Glória e a Salvação à sua disposição;

Ser Umbandista para mim,

É ter Ogum cravado no coração e manifestado diariamente, com toda sua excelência!

Patakori Ogum!!!



Conversa com Ogum:

Pai Ogum,

Sei que tu me fazes vitorioso sempre,

Hoje pela manhã

Sentindo no rosto os primeiros raios de sol,

Pude abrir meus olhos e sentir a felicidade de estar vivo

Mais uma vez venci, pois quantos irmãos em seus leitos de dor

Num sono de dor e desesperança,espera pela chance de sentir o que agora sinto

Protege – os e os faz vencer também.



Olhei ao meu redor e vi meus familiares, sorrindo, se abraçando,

Se preparando para mais um dia,

Discutimos nossos problemas, buscamos soluções,

Não tenho teu poder Pai Ogum, senhor dos metais,

Mas tu me fazes vencer pois sempre diante de um coração duro e frio como o ferro

Algumas de minhas palavras confortam e incentivam a persistir, os tornando mais ternos e confiantes em ti e na força de nosso pai Maior

Protege – os e os faz vencer também.



Fui em busca de meus sonhos, de meus objetivos;

No trabalho, na escola , no convívio social;

Vou a pé, em estrada de terra;

Confiante ao olhar no horizonte, o descortinar do meu destino;

Mais uma vez venci, pois pelo caminho pude observar tantos irmãos perdidos;

Tanta solidão, tanta injustiça, tanto sofrimento...

Não tenho teu poder Pai Ogum, senhor das estradas e dos caminhos;

Mas me mantem firme, a caminhar, mesmo diante de todos os obstáculos,

Que os irmãos que pude abraçar e falar de ti pelo caminho, sintam tua presença como sinto agora

Protege- os e os faz vencer também.



Em minha caminhada também encontrei perigos;

Tantas eram as armadilhas deixadas no caminho;

Confiante em ti, sem temer eu sigo;

Pedindo força a teus guerreiros, aos meus guardiões, eu nada temo

Mas tu me fazes vencer sempre, pois mesmo diante do inconformismo de meus inimigos,

Sigo incólume pois em ti me sinto protegido.

Não tenho teu poder Pai Ogum, general de Umbanda, vencedor de demandas,

Mas sei que tu guarda meu corpo com seu escudo, e me cubra em seu manto de força.

Que os meus inimigos caiam, um a um diante do peso justiceiro de seu braço;

E que depois se reergam , na senda da reabilitação e da busca do verdadeiro amor fraterno

Protege – os e os faz vencer também.



Quizz Umbanda

Olá!! Responda a nosso Quizz Umbanda, e ganhe um presente da Aldeia.
Mande a resposta ao Quizz para o nosso e-mail: aldeiapenabranca@gmail.com, ou poste a resposta como comentário no blog. Todas as respostas terão retorno do Pai Alex de Oxalá.

Teste seus conhecimentos!!!



Brinque no Quiz e aprenda mais sobre a nossa maravilhosa religião.




Leve para brincar com seus irmãos.


Envie suas respostas para o moderador, e receba o teste corrigido!


Nível 1:


1) Os guias ou entidades atuam no médium, por qual centros energéticos existentes no corpo espiritual?






2) Qual a referencia Orixá para o Umbandista ?






3) Cite 3 das sete linhas de Umbanda :






4) Qual a função do defumador na Umbanda?






5) Qual a função da bebida e do fumo no trabalho dos guias em uma sessão de umbanda?






6) Por que os orixás na Umbanda são representados por santos católicos?






7) Cite um sacramento de Umbanda:






8) Que espírito se manifestou no médium Zélio de Moraes promovendo assim a oficialização da Umbanda enquanto religião?






9) Cite três atribuições de um ogã ou tamboreiro de Umbanda:






10) Os Exus ou cumpadres, são entidades fundamentais no trabalho de Umbanda, porque ?

quarta-feira, 2 de março de 2011

Calendário de Atividades Março - 2011

Dia 14( segunda feira ) - Tirada das cinzas com exu / Gira de Caboclos e Boiadeiros 19:30



Dia 21( segunda feira ) - Corrente com Povo d'água e atendimento com Pretos Velhos - 19:30


Dia 28(segunda feira ) - Corrente com Ogum e Atendimento com Povo Cigano - 19:30
 
Para maiores informações entre em contato com
xx-21- 7861-0198, Pai Alex D'Oxalá.
 
Muita Paz, Axé!!
 
Fraternidade Umbandista Aldeia Caboclo Pena Branca.

terça-feira, 1 de março de 2011

Fotos da nossa Aldeia




Esta é nossa aldeia, sejam bem vindos sempre!
Para informações entre em contato com Pai Alex D'Oxalá pelo tel. xx - 21-7861-0198, ou pelo e-mail:

aldeiapenabranca@gmail.com

Visite também nosso site e nos envie mensagens através dele, dúvidas sobre a nossa querida Umbanda, e sugestões, textos etc:

www.aldeiacaboclopenabranca.webnode.com.br

Muita Paz! Axé!

Fraternidade Umbandista Aldeia Caboclo Pena Branca.

“Atrás do trio elétrico também vai quem já “morreu”...

“Atrás do trio elétrico só não vai que já morreu...”. – Caetano Veloso

“Atrás do trio elétrico também vai quem já “morreu”...


O Carnaval é um período de atenção e constante vigilância espiritual por parte dos médiuns umbandistas.O consumo abusivo de álcool atuando no campo vibratório destas pessoas torna propício à atuação dos kiumbas (espíritos obsessores e zombeteiros). Por esse motivo, nos dias que antecedem ao carnaval, os umbandistas fazem firmezas de Exus a fim de fortalecerem-se contra a ação desses obsessores. Os guardiões têm por função impedir que essas energias invadam o espaço daqueles que não comungam com tais comportamentos. Os umbandistas não estão proibidos de brincar o carnaval.Interagimos com o invisível todo o tempo e como em todos os outros dias do ano, se faz necessário que tenhamos responsabilidade conosco. Afinal, O corpo é o nosso primeiro templo".


Passado o carnaval, entramos na quaresma. A palavra "Quaresma" vem do latim para quadragésima e é utilizada para designar o período de quarenta dias que antecede a festa ápice do cristianismo: A páscoa.


Para os cristãos católicos é um período de reflexão e renovação espiritual.Todas as religiões têm períodos voltados à reflexão, eles fazem parte da disciplina religiosa e cada doutrina tem seu calendário específico para seguir.A Quaresma dura na verdade 47 dias, uma vez que no calendário litúrgico os domingos não são contados, perfazendo então 40 dias. A duração da Quaresma está baseada no simbolismo do número quarenta na Bíblia, o número quatro simboliza o universo material e os zeros que o seguem significam o tempo de nossa vida na Terra, com suas provações e dificuldades. Nesta, fala-se dos quarenta dias do dilúvio, dos quarenta anos de peregrinação do povo judeu pelo deserto, dos quarenta dias de Moisés e de Elias na montanha, dos quarenta dias que Jesus passou no deserto antes de começar sua vida pública, dos 400 anos que durou o exílio dos judeus no Egito, ou seja referências espirituais oriundas do catolicismo e do judaismo.


Curiosidade:

Você sabia que a data da quaresma e do carnaval é determinada pelo Vaticano? Sabemos que o carnaval e a quaresma caem todos os anos em datas diferentes, pois são regidas pela Páscoa que é também uma data móvel. No entanto, poucos sabem que o dia de Páscoa é estabelecido pela Igreja há séculos. No Brasil podemos conhecer essa data estabelecendo o primeiro domingo depois da primeira Lua Cheia de outono, que ocorre no dia ou depois de 21 março (a data do equinócio). Entretanto, a data da Lua Cheia não é a real, mas sim a definida nas Tabelas Eclesiásticas. É preciso localizar o primeiro domingo depois da primeira lua cheia da primavera de Roma (hemisfério norte) usando os critérios gregorianos. A igreja, para obter consistência na data da Páscoa, decidiu, no Conselho de Nicea em 325 d.C., definir a Páscoa através de uma Lua imaginária conhecida como a “lua eclesiástica”.


Sendo assim, entendemos que os Terreiros de Umbanda que fecham suas portas no período de quaresma por seguirem uma conduta católico-cristã estão, no mínimo, agindo de forma equivocada pois nesse período devemos potencializar o sentido da caridade, então a lógica é, mais do que nunca, ABRIR as portas dos Terreiros e colocar tudo isso em prática. O amor umbandista se manifesta nos 365 dias do ano e os bons espiritos nos acompanham e conduzem sempre que nossos corações clamam por auxílio e conforto espiritual. Todas as correntes atuam irmanadas, cada um em suas especificidades, porém com um objetivo: A CARIDADE.


AMO A TODOS!


QUE OXALÁ ABENÇÕE!


Pai Alex D'Oxalá

Descarrego com pólvora - Prepare-se para o Carnaval!






DESCARREGO COM PÓLVORA



Os descarregos de pólvora, são muito usados na “Umbanda” possuindo poderosa e grande força benéfica, desde uma vez, que a pessoa saiba utilizá-la!


Todo o descarrego com pólvora, deve sempre ser feito sob a orientação de um dirigente experimentado e mentores espirituais.


Existem outras formas de descarrego, sendo o realizado com polvora em questões que envolvem a presença de obcessores, energias negativas empregnadas no corpo espiritual do assistido ou desfazimento de trabalhos de baixa magia. As outras formas de descarrego também muito utilizadas são os banhos e algumas defumações.


Só podemos realizar o descarrego com pólvora em residência ou estabelecimentos comerciais, quando autorizado pelos “Guias” e quando houver necessidade.


Tenho toda a certeza, é um dos trabalhos mais poderoso para se combater aos espíritos denominados kiúmbas, egúns, que nos cercam, e pertubam nossa vida profissional e familiar.


A explosão e o fogo da pólvora provoca um grande poder mágico, para expulsar o “Mal” de pessoas, de locais ( residências ou local de trabalho profissionais), levando-os para o espaço, por isso, realizamos em pessoas ao ar livre!




É de bom alvitre, termos sempre por perto um auxiliar, quando iremos trabalhar com pólvora , porque ela é danada e as próprias entidades do “Mal” evitam à sua realização, tenha cuidado! Use sua energia e pensamento positivo!


Os pontos de polvora deverão sempre ser envolvidos de material combustivel como papel ou algodão. No descarrego de pessoas devemos respeitar a distãncia de 1/2 metro ou um passo de distância para posicionar o ponto. Em ambientes devemos fazer sempre com todas as janelas e portas abertas e geograficamente no ponto central da edificação.




A pólvora é usada como um acelerador de partículas. Através da liberação de gases, acontece o movimento frenético das moléculas de água que compõem o nosso campo magnético, campo esse denominado de aura, energia resultante da queima das células de todo o corpo dirigido pelo cérebro, centro de comando do espírito, energia sutil apenas detectada em fotolitos.


Nenhum espírito é queimado pela pólvora. A sensação do mesmo na hora da queima é de um choque elétrico provocando na maioria das vezes um desmaio temporário ou um torpor dos sentidos.


Durante o processo devemos mentalizar nossos exus e pombasgiras que acompanharão e encaminharão todas as energias negativas desagregadas do ambiente ou dos assistidos que estão sendo atendidos no momento. Após o descarrego se recomenda um banho de higiene acompanhado com essência de waji ou ervas frescas como vence demanda, aroeira e levante.


Pai Alex D'Oxalá













segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Salve Yemanjá Rainha do mar, Odoia, Ofiaba!!


02/02
Deusa da nação de Egbé, nação esta Iorubá onde existe o rio Yemojá (Yemanjá). No Brasil, rainha das águas e mares. Orixá muito respeitada e cultuada é tida como mãe de quase todos os Orixás Iorubanos, enquanto a maternidade dos Orixás Daomeanos é atribuída a Nanã. Por isso à ela também pertence a fecundidade. É protetora dos pescadores e jangadeiros.




Comparada com as outras divindades do panteão africano, Yemanjá é uma figura extremamente simples. Ela é uma das figuras mais conhecidas nos cultos brasileiros, com o nome sempre bem divulgado pela imprensa, pois suas festas anuais sempre movimentam um grande número de iniciados e simpatizantes, tanto da Umbanda como do Candomblé.


Pelo sincretismo, porém, muita água rolou. Os jesuítas portugueses, tentando forçar a aculturação dos africanos e a aceitação, por parte deles, dos rituais e mitos católicos, procuraram fazer casamentos entre santos cristãos e Orixás africanos, buscando pontos em comum nos mitos.


Para Yemanjá foi reservado o lugar de Nossa Senhora, sendo, então, artificialmente mais importante que as outras divindades femininas, o que foi assimilado em parte por muitos ramos da Umbanda. Mesmo assim, não se nega o fato de sua popularidade ser imensa, não só por tudo isso, mas pelo caráter, de tolerância, aceitação e carinho. É uma das rainhas das águas, sendo as duas salgadas: as águas provocadas pelo choro da mãe que sofre pela vida de seus filhos, que os vê se afastarem de seu abrigo, tomando rumos independentes; e o mar, sua morada, local onde costuma receber os presentes e oferendas dos devotos.


São extremamente concorridas suas festas. É tradicional no Rio de Janeiro, em Santos (litoral de São Paulo) e nas praias de Porto Alegre a oferta ao mar de presentes a este Orixá, atirados à morada da deusa, tanto na data específica de suas festas, como na passagem do ano. São comuns no reveillon as tendas de Umbanda na praia, onde acontecem rituais e iniciados incorporam caboclos e pretos-velhos, atendendo a qualquer pessoa que se interesse.


Apesar dos preceitos tradicionais relacionarem tanto Oxum como Yemanjá à função da maternidade, pode estabelecer-se uma boa distinção entre esse conceitos. As duas Orixás não rivalizam (Yemanjá praticamente não rivaliza com ninguém, enquanto Oxum é famosa por suas pendências amorosas que a colocaram contra Iansã e Obá). Cada uma domina a maternidade num momento diferente.


A majestade dos mares, senhora dos oceanos, sereia sagrada, Yemanjá é a rainha das águas salgadas, regente absoluta dos lares, protetora da família. Chamada também de Deusa das Pérolas, é aquela que apara a cabeça dos bebês no momento de nascimento.


Numa Casa de Santo, Yemanjá atua dando sentido ao grupo, à comunidade ali reunida e transformando essa convivência num ato familiar; criando raízes e dependência; proporcionando sentimento de irmão para irmão em pessoas que há bem pouco tempo não se conheciam; proporcionando também o sentimento de pai para filho ou de mãe para filho e vice-versa, nos casos de relacionamento dos Babalorixás (Pais no Santo) ou Ialorixás (Mães no Santo) com os Filhos no Santo. A necessidade de saber se aquele que amamos estão bem, a dor pela preocupação, é uma regência de Yemanjá, que não vai deixar morrer dentro de nós o sentido de amor ao próximo, principalmente em se tratando de um filho, filha, pai, mãe, outro parente ou amigo muito querido. É a preocupação e o desejo de ver aquele que amamos a salvo, sem problemas, é a manutenção da harmonia do lar.


É ela que proporcionará boa pesca nos mares, regendo os seres aquáticos e provendo o alimento vindo do seu reino. É ela quem controla as marés, é a praia em ressaca, é a onda do mar, é o maremoto. Protege a vida marinha. Junta-se ao orixá Oxalá complementando-o como o Princípio Gerador Feminino.


Características:


 Cor Cristal. (Em algumas casas: Branco, azul claro. também verde claro e rosa claro)


Fio de Contas Contas e Missangas de cristal. Firmas cristal.


Ervas Colônia, Pata de Vaca, Embaúba, Abebê, Jarrinha, Golfo, Rama de Leite (Em algumas casas: aguapé, lágrima de nossa, araçá da praia, flor de laranjeira, guabiroba, jasmim, jasmim de cabo, jequitibá rosa, malva branca, marianinha – trapoeraba azul, musgo marinho, nenúfar, rosa branca, folha de leite)


Símbolo Lua minguante, ondas, peixes.


Pontos da Natureza Mar.


Flores Rosas brancas, palmas brancas, angélicas, orquídeas, crisântemos brancos.


Essências Jasmim, Rosa Branca, Orquídea, Crisântemo.


Pedras Pérola, Água Marinha, Lápis-Lazúli, Calcedônia, Turquesa.


Metal Prata.


Saúde Psiquismo, Sistema Nervoso.


Planeta Lua.


Dia da Semana Sábado.


Elemento Água


Chakra Frontal


Saudação Odô iyá, Odô Fiaba


Bebida Água Mineral ou Champanhe


Animais Peixes, Cabra Branca, Pata ou Galinha branca.


Comidas Peixe, Camarão, Canjica, Arroz, Manjar; Mamão.


Numero 4


Data Comemorativa 15 de agosto (Em algumas casas: 2 de fevereiro, em 8 de dezembro)


Sincretismo Nossa Senhora das Candeias, Nossa Senhora da Glória, Nossa Senhora dos Navegantes


Incompatibilidades Poeira, Sapo


Qualidades Iemowo, Iamassê, Iewa, Olossa, Ogunté assabá, Assessu, Sobá, Tuman, Ataramogba, Masemale, Awoió, Kayala, Marabô, Inaiê, Aynu, Susure, Iyaku, Acurá, Maialeuó, Conlá.






Arquétipo:


Essa força da natureza também tem papel muito importante em nossas vidas, pois é ela que rege nossos lares, nossas casas. É ela que dá o sentido da família às pessoas que vivem debaixo de um mesmo teto. Ela é a geradora do sentimento de amor ao seu ente querido, que vai dar sentido e personalidade ao grupo formado por pai, mãe e filhos tornando-os coesos. Rege as uniões, os aniversários, as festas de casamento, todas as comemorações familiares. É o sentido da união por laços consangüíneos ou não.Pelo fato de Yemanjá ser a Criação, sua filha normalmente tem um tipo muito maternal. Aquela que transmite a todos a bondade, confiança, grande conselheira. É mãe. Sempre tem os braços abertos para acolher junto de si todos aqueles que a procuram. A porta de sua casa sempre está aberta para todos, e gosta de tutelar pessoas. Tipo a grande mãe. Aquela mulher amorosa que sempre junta os filhos dos outros com os seus. O homem filho de Yemanjá carrega o mesmo temperamento: é o protetor. Cuida de seus tutelados com muito amor. Geralmente é calmo e tranqüilo, exceto quando sente-se ameaçado na perda de seus filhos, isto porque não divide isto com ninguém. É sempre discreto e de muito bom gosto. Veste-se com muito capricho. É franco e não admite a mentira. Normalmente fica zangado quando ofendido e o que tem como ajuntó o orixá Ogum, torna-se muito agressivo e radical. Diferente é quando o ajuntó é Oxóssi, aí sim, é pessoa calma, tranqüila, e sempre reage com muita tolerância. O maior defeito do filho de Yemanjá é o ciúme. É extremamente ciumento com tudo que é seu, principalmente das coisas que estão sob sua guarda. Gostam de viver num ambiente confortável e, mesmo quando pobres, pode-se notar uma certa sofisticação em suas casas, se comparadas com as demais da comunidade de que fazem parte. Apreciam o luxo, as jóias caras e os tecidos vistosos e bons perfumes. Entretanto, não possuem a mesma vaidade coquete de Oxum, sempre apresentando uma idade maior, mais responsáveis e decididos do que os filhos da Oxum. A força e a determinação fazem parte de suas características básicas, assim como o sentido de amizade, sempre cercada de algum formalismo. Apesar do gosto pelo luxo, não são pessoas ambiciosas nem obcecadas pela própria carreira, detendo-se mais no dia a dia, sem grandes planos para atividades a longo prazo. Pela importância que dá a retidão e à hierarquia, Yemanjá não tolera mentira e a traição. Assim sendo, seus filhos demoram a confiar em alguém, e quando finalmente passam a aceitar uma pessoa no seu verdadeiro círculo de amigos, deixam de ter restrições, aceitando-a completamente e defendendo-a, seja nos erros como nos acertos, tendo grande capacidade de perdoar as pequenas falhas humanas. Não esquecem uma ofensa ou traição, sendo raramente esta mágoa esquecida. Um filho de Yemanjá pode tornar-se rancoroso, remoendo questões antigas por anos e anos sem esquecê-las jamais. Fisicamente, existe uma tendência para a formação de uma figura cheia de corpo, um olhar calmo, dotada de irresistível fascínio (o canto da sereia). Enquanto os filhos de Oxum são diplomatas e sinuosos, os de Yemanjá se mostram mais diretos. São capazes de fazer chantagens emocionais, mas nunca diabólicas. A força e a determinação fazem parte de seus caracteres básicos, assim como o sentido da amizade e do companheirismo.São pessoas que não gostam de viver sozinhas, sentem falta da tribo, inconsciente ancestral, e costumam, por isso casar ou associar-se cedo. Não apreciam as viagens, detestam os hotéis, preferindo casas onde rapidamente possam repetir os mecanismos e os quase ritos que fazem do cotidiano.


Todos esses dados nos apresentam uma figura um pouco rígida, refratária a mudanças, apreciadora do cotidiano. Ao mesmo tempo, indicam alguém doce, carinhoso, sentimentalmente envolvente e com grande capacidade de empatia com os problemas e sentimentos dos outros. Mas nem tudo são qualidades em Yemanjá, como em nenhum Orixá. Seu caráter pode levar o filho desse Orixá a ter uma tendência a tentar concertar a vida dos que o cercam – o destino de todos estariam sob sua responsabilidade. Gostam de testar as pessoas. Lendas: Yemanjá teve muitos problemas com os filhos. Ossain, o mago, saiu de casa muito jovem e foi viver na mata virgem estudando as plantas. Contra os conselhos da mãe, Oxossi bebeu uma poção dada por Ossain e, enfeitiçado, foi viver com ele no mato. Passado o efeito da poção, ele voltou para casa mas Yemanjá, irritada, expulsou-o. Então ogum a censurou por tratar mal o irmão. Desesperada por estar em conflito com os três filhos, Yemanjá chorou tanto que se derreteu e formou um rio que correu para o mar. Yemanjá foi casada com Okere. Como o marido a maltratava, ela resolveu fugir para a casa do pai Olokum. Okere mandou um exército atrás dela mas, quando estava sendo alcançada, Yemanjá se transformou num rio para correr mais depressa. Mais adiante, Okere a alcançou e pediu que voltasse; como Yemanjá não atendeu, ele se transformou numa montanha, barrando sua passagem. Então Yemanjá pediu ajuda a Xangô; o orixá do fogo juntou muitas nuvens e, com um raio, provocou uma grande chuva, que encheu o rio; com outro raio, partiu a montanha em duas e Yemanjá pôde correr para o mar.


Exu, seu filho, se encantou por sua beleza e tomou-a a força, tentando violentá-la. Uma grande luta se deu, e bravamente Yemanjá resistiu à violência do filho que, na luta, dilacerou os seios da mãe. Enlouquecido e arrependido pelo que fez, Exu “saiu no mundo” desaparecendo no horizonte. Caída ao chão, Yemanjá entre a dor, a vergonha, a tristeza e a pena que teve pela atitude do filho, pediu socorro ao pai Olokum e ao criador Olorum. E, dos seus seios dilacerados, a água, salgada como a lágrima, foi saindo dando origem aos mares. Exu, pela atitude má, foi banido para sempre da mesa dos orixás, tendo como incumbência eterna ser o guardião, não podendo juntar-se aos outros na corte.


Por isso Yemanjá é representada na imagem com grandes seios, simbolizando a maternidade e a fecundidade.